Capítulo 43

terça-feira, 8 de maio de 2012

Inácio Toledo. O nome deste homem está em todos os lugares! Mas como ele pode ser o dono do Tropicali?… Ah, isso explica a ansiedade dele em impedí-la de prosseguir com a matéria! Dono do Tropicali!… Que loucura…!Como pode ser ele o dono?… Se Vítor não é o dono…

__Ah, caramba! Agora deu um nó na minha cabeça!- ela pensa enquanto caminha apressada- Vou ligar pro Ricardo. Ele precisa saber disso!- Amélia procura o celular dentro da bolsa com seu jeito um tanto atrapalhado- Cadê o bendito celular?!- ela para de repente, revirando a bolsa- Achei!

É justamente neste momento em que encontra o celular no fundo da bolsa que Amélia se dá conta que está sendo seguida. Pelo visor do celular, ela vê um sujeito de camisa xadrez e calça marrom fingindo olhar uma vitrine bem perto dela… Viu esse tipo ainda agorinha, quando atravessou a rua e antes disso no estacionamento onde conversou com os seus amigos jornalistas.

__Só faltava essa…!- ela murmura, um tanto assustada.

Liga para Ricardo e anda devagar, fingindo tranquilidade.

__Oi, Ricardo! Tenho novidades. Você não vai acreditar!

__O que foi? Tua voz tá esquisita…

__A gente conversa quando eu chegar em casa, tá? Se eu chegar em casa…

__Como assim “se eu chegar em casa”?

__É que tem um sujeito me “paquerando”, entende? Tá nessa faz um tempo… Vou tentar dispensar o galanteio dele… Tchau!

__Espera, Amélia! Você disse que tem novidades…

__Pois é.  Sobre o hotel. A coisa tá esquentando, retratista! Mas a gente se fala depois. Vou desligar agora.

Ela desliga e aperta o passo e o cara faz o mesmo. A rua está  bem movimentada, mas mesmo assim Amélia se sente insegura. Claro que este homem está a mando de Inácio! A coisa está mesmo ficando quente!… Amélia finge olhar uma vitrine, depois entra na loja. O homem entra também. E agora? O que fazer? Entra num provador e espera, olhando vez por outra pela fresta da cortina. Ele ainda está na loja. E agora? Como vai sair dessa enrascada?

 

Capítulo 44

Novidades. Foi o que ela disse que tem. Bem, Ricardo também tem novidades. E são um tanto intrigantes… Entrou num site sobre História da Hotelaria no Rio de Janeiro e descobriu algumas coisas. E também conversou com Guido Versonni, um fotógrafo famoso nos anos 60 e 70. Ele prometeu mandar algumas fotos por e-mail para Ricardo. Mas no site ele encontrou  algo no mínimo, intrigante… O ramo hoteleiro entrou  em queda durante um tempo por causa da revolução e com isso, alguns hotéis foram vendidos ou unidos a outros. Foi o que aconteceu com o Tropicali em 1972.  Como o turismo não andava muito bem das pernas naquela época, o Hotel Tropicali foi vendido para uma grande empresa para não falir… Isto não é intrigante? Quando o roubo das jóias aconteceu provavelmente o hotel já seria do novo dono e não de Vítor como se acreditava até agora. Ricardo só não conseguiu saber quem comprou o Tropicali. Mas quando as fotos de Guido chegarem, ele saberá. Ricardo está muito confuso com tudo isso. Mais e mais ele se sente atraído por essa estória louca!…

__Ricardo!- Verônica esmurra a porta do quarto- Chegou carta prá você!

__Carta?- ele abre a porta e pega a carta.

__De nada, mal educado!- Verônica sai resmungando.

Ricardo abre a carta. Não é uma carta. São fotos.

__Meu Deus do céu…!- ele exclama, muito pálido- Meu Deus, eu tô ferrado!…

As fotos são de uma pessoa ensanguentada, estirada no chão de uma rua qualquer… Sem remetente, sem nada. E para quê mais? As fotos bastam. Ricardo se joga na cama, um tanto trêmulo.

__Ele vai me matar.- declara, olhando as fotos- Vai me matar…- então lembra que Amélia disse estar sendo seguida- E vai matar a Amélia também…! Agora ferrou mesmo!

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