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Amélia toma mais um gole do vinho branco.
__Ótimo vinho. Este restaurante é meu preferido!
__Pois é, eu costumava vir aqui quando trabalhava numa firma de arquitetura.
__Eu fiz uma matéria sobre o Casanova, uma vez… E depois estive numa coletiva de Jaila Rivera, quando ela fez revelações surpreendentes…- ela se dá conta de que está falando de trabalho novamente…- Perdão, Ricardo. Lá vou eu de novo falar em trabalho…!
Ricardo sorri e enche a taça com vinho.
__Tudo bem, eu entendo. Eu também estive nessa coletiva. Fiz umas fotos prá uma revista. Como eu não te vi?
__Como não nos vimos?- Amélia ergue a taça- Um brinde ao destino!
Ricardo ergue sua taça também.
__Ao destino!- o sorriso nos lábios de Ricardo desaparece de repente- Que droga!
__O que foi?
Ricardo vê um rosto muito conhecido numa mesa próxima a deles: Hans Zinner.
__O Zinner tá bem ali.- ele sussurra.
__O quê?- Amélia olha discretamente para o lado- Minha nossa…!
Zinner sorri e afasta o paletó, mostrando uma arma. Amélia fica gelada.
__Você viu, Ricardo? Ele tá armado…!
__Sim, sim… Acho que tá na hora de ir.
__Ricardo, esse cara é louco! Ele tá armado… Sabe o que ele quer, não sabe?
__Sei e é por isso que temos de ir embora, Amélia.
__Ricardo, isso é loucura…
__Fica fria, Amélia!
__Ficar fria?! Eu tô gelada de pavor!
__Calma. Vamos pedir a conta e sair calmamente, como se nada estivesse acontecendo.
__Ai, meu Deus!… Esse cara vai nos matar!
__Não vai não. Não aqui, no meio dessa gente toda. Vou pedir a conta.
Ricardo pede a conta e eles saem do restaurante, tentando ser o mais natural possível. Passam por Zinner e fingem não vê-lo. Já do lado de fora do restaurante, Ricardo diz:
__Vamos sair daqui! Você tá de carro?
__Não.
__Então vamos na minha moto.
__Moto? Você tá de moto?
__Tô. Qual o problema?
__Não gosto muito de motos…
Ele sorri.
__Tem medo, é?
__Não é medo… É receio.
__Vai ter de esquecer o medo, Amélia. O Zinner tá vindo aí!- ele segura a mão dela- Vamos embora!
Os dois correm em direção ao estacionamento e sentem os passos de Zinner bem atrás. A moto está na última vaga, eles passam no meio dos carros, Ricardo arrastando Amélia pela mão… Parece uma eternidade alcançar a moto!
__Anda logo, Ricardo! Liga essa porcaria logo!- Amélia quase grita ao ver Zinner se aproximando.
A moto demora a pegar, e Zinner se aproximando… Finalmente a moto pega, Amélia se agarra a Ricardo que sai em alta velocidade. Zinner atira neles, mas felizmente não os acerta.
Depois de rodar a esmo pelas ruas, Ricardo para numa praça.
__Graças a Deus!- diz Amélia ainda muito pálida- Nos livramos dele!
__Acho que sim. Essa foi por pouco!- Ricardo senta num banco ofegante.
__Que pena terminar o nosso jantar desse jeito…
__É, isso não estava nos planos…! Mas eu prometo um outro jantar, Amélia. E dessa vez, sem perseguições e tiros.
__Promessa é dívida!
__E vou cumprir, pode crer.- nesse momento o celular de Ricardo toca- Alô? Oi, meu amigo! Conseguiu as fotos? Ótimo, maravilha! Vai mandar por e-mail? Valeu, amigo! Obrigado! Fico te devendo essa!- ele desliga- As fotos que eu pedi chegaram por e-mail.
__Bem, já que o jantar “gorou”, vamos ver essas fotos. Tem uma lan house aqui perto.
__Certo, vamos lá.
Na lan house, Ricardo abre seu e-mail e vê as fotos.
__Deus do céu…- ele exclama- Olha prá isso, Amélia!
As fotos mostram um grupo à beira da piscina do Tropicali.
__Esse aqui é o meu pai!…- diz Amélia ao reconhecer Marcos na foto.
__Meu pai e minha mãe.- fala Ricardo- E esses outros, quem são?
__Robert Marshall, Simone Dubois. Porque nossos pais estão nesta foto com esses dois? E à beira da piscina como se fossem hóspedes?- a pergunta de Amélia resume tudo…
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