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Muito nervosinho o Marshall! Amélia respira fundo e encara o australiano.
__Bem, eu ouvi estórias sobre o roubo das jóias… Não sei se são verdadeiras ou apenas lendas… O senhor estava lá na época, dr. Robert. Deve saber alguma coisa.
__Não, eu não sei de nada sobre isso! Posso falar de mim, das minhas empresas, da minha vida aqui no Brasil… Mas não posso falar desse tal roubo, minha cara. Não posso falar sobre um assunto que não conheço!…
__Talvez seu sócio David Miller saiba alguma coisa…- ela diz e espera pela reação dele.
__Não tô entendendo o que você quer, afinal! Esta é uma reportagem sobre o quê exatamente? Porque até agora você só fez perguntas sobre o roubo no Tropicali…!
__Perdão, dr. Robert. Tem razão. Eu me deixei contagiar pelo entusiasmo do dr. Vítor… Ele falou com tanta animação! Pensei que tivesse sido realmente um “acontecimento” como fez parecer o dr. Vítor…
Robert dá uma risada e ajeita o short antes de levantar da espreguiçadeira.
__Acontecimento?!? Que acontecimento, darling?! O que aconteceu foi simplesmente nada! O Vítor mandou as jóias pro banco que na época nem era meu…! Se ele falou em roubo… Isso fica por conta dele. Eu não assino embaixo.
Amélia sorri e levanta também.
__Bem, parece que ninguém quer falar sobre isso! Seria bom para “ilustrar” a matéria, entende? Mas vamos falar do senhor e de como começou este império financeiro…
__Seu tempo acabou, darling. Eu tenho outros compromissos agora.- Robert tira os óculos escuros- Tenha um bom dia e passe bem!
Sim, ela foi expulsa do condomínio por Robert Marshall! Mas tudo bem. Ele não é o único que pode lhe dar informações sobre o que aconteceu no Tropicali…
Capítulo 13
Enquanto Marshall falava todo nervoso, Amélia pensava no que fazer caso o australiano não revelasse nada de importante. Ela lembrou que o Tropicali ainda mantém alguns antigos funcionários trabalhando lá. Quem sabe não encontra alguém dos anos 70?…
E é para o hotel que ela vai amanhã bem cedinho. Agora, tudo o que ela quer é dormir! Sua cabeça está a mil com essa estória…! Esqueceu até de almoçar hoje! Mas agora já era. Está tão cansada que apenas toma um banho e se joga na cama.
A pequena pousada onde Amélia se hospeda em Angra é muito simples e o preço é bom. Antes de pegar no sono, ela pensa no tal roubo das jóias. Será que aconteceu mesmo, de verdade? Será que não foi uma invenção do Vítor para atrair publicidade para o seu hotel? Se houve mesmo roubo, quem roubou? E porquê? Se é que as tais jóias realmente existiram…
De manhã, antes do sol nascer, Amélia volta para o Rio. Seu corpo está moído, como se tivesse passado num triturador! Ainda está com sono, mas nada que uma boa xícara de café não resolva.
Enquanto toma o café num barzinho do Centro da cidade, ela revisa suas anotações. Rabisca um pouco o bloquinho e vai riscando uma linha reta, colocando os nomes das pessoas envolvidas como se fosse um cronograma…
__Onde vai dar o começo disso tudo?- ela se pergunta, intrigada- Aonde vai dar o fio dessa meada?
O mais engraçado é que ela sente que a resposta de tudo ( ou de boa parte… ) está no Tropicali. Faro de jornalista? Nada disso, intuição feminina mesmo. E é por lá que ela vai começar a desenrolar este novelo…
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